quinta-feira, 8 de maio de 2008

Eu Já Briguei com a Nintendo...

Vocês conferiram aqui no Espaço DS a minha indignação com o descaso do Hipermercado BIG com os produtos Nintendo, e outros de games. Agora, vou contar uma outra historinha, que também tem o BIG no meio, mas dessa vez é de quando briguei com a Nintendo...


Novembro de 2005 - eu estava numa fase meio magra de Nintendo – com o meu Game Boy Advance (modelo original) e algumas fitinhas, mas sem muito ânimo de continuar com ele. Tinha que decidir: ou investir em mais jogos, ou abandoná-lo de vez.

Então, em certo dia, passeando pelo BIG de Joinville, um sonho se tornou realidade. Uma ponta de gôndola I-N-T-E-I-R-A com jogos da Nintendo, para Game Boy Color, Advance e Nintendo 64 – em PROMOÇÃO!!!

Vão me chamar de louco, mas fiquei ao mesmo tempo estasiado e emocionado. Não pensei duas vezes, e sentei no chão para olhar jogo por jogo, como que apreciando aquele momento único. Zelda Majora’s Mask (N64), Pokémon Stadium (N64), Pokémon Silver (GBC), Woody Woodpecker Racing (GBC), Pitfall (GBA), Tony Hawk’s Pro Skater 2 (GBA), F-Zero Maximum Velocity (GBA) e muitos outros títulos – com suas caixinhas em português, e os dizeres “Gradiente Enterteniment” - estavam ali, disponíveis para quem quisesse ver, apreciar, e comprar.

Na mesma hora fiz algumas continhas, e escolhi dois jogos: THPS2 e F-Zero Maximum Velocity para meu GBA, que me saíram por R$ 99,80 no total. Nem preciso dizer da emoção que foi passar no caixa com dois jogos de GBA, e mais ainda depois jogar com eles em casa – novinhos, completos, com caixa e manuais em português – não usados, sem era nem beira como costumava ser.

Mas aí... coisa de uma semana depois o F-Zero começou a apresentar problemas. Era só desligar o GBA que ele perdia o tal do SAVE, o que deixa irritado qualquer gamer. Liguei para o BIG, que muito desatenciosamente me disse para procurar a Gradiente.

Só sei que entrei no site, liguei muitas vezes, mandei e-mail e o caramba – apenas para descobrir que a Gradiente, mesmo tendo fabricado tal produto, não era mais responsável pelo mesmo (o que está completamente errado). OK, vamos atrás da Nintendo então. Até para a redação da Nintendo World liguei, mandei e-mail e tudo o mais, descendo a lenha pela falta de compromisso e respeito com os clientes – e eles não tinham nada a ver com isso.

Liguei no serviço 102 do estado de São Paulo, e procurei por Nintendo. As atendentes, muito bem informadas, me fizeram ligar para a Estrela. Acabou que não consegui nada.

Resolvi mandar um e-mail para a Big N então, só que mandei em português. Claro que se quer recebi resposta, isso se não abriram um alerta de terrorismo por conta daquele e-mail. Muito tempo se passou, e então mandei um e-mail em inglês. E nada de resposta.

Mas certa noite, torrando meus créditos na internet WAP (via celular) vi que eles responderam! Saí correndo às 1:30 da madrugada para ler tal e-mail, que está até hoje guardado na minha memória, e era mais ou menos assim:


“Hello,

We are sorry to hear of the situation you described. We ask you to contact your local distributor to solve this.


Regards,

Nintendo.”


OK, distribuidor local. No e-mail tinha um link, com os distribuidores da Nintendo pelo mundo. E no Brasil era a Motta International, uma empresa situada no Panamá.

Fui atrás deles, entrei no site, e descobri que a divisão de games era responsabilidade da Latamel (ela mesmo!). Descobri o e-mail do Rafael Gómez, e mandei um e-mail para ele – em inglês, para garantir – contando do ocorrido. Prontamente recebi uma resposta – em português – pedindo mais detalhes, e depois um outro informando sobre a representação deles no Brasil, e o fato de que tal jogo não existia em estoque, e portanto a (única) saída era o BIG.

Liguei para o próprio Hipermercado, para a Central de Atendimento, para a Ouvidoria BIG e o caramba. Depois de muito insistir, resolveram devolver os R$ 49,90 pelo jogo, que foi devolvido à eles.

Toda essa brincadeira aconteceu em cerca de 8 meses. Nesse meio tempo, parei de comprar a NWorld, pensei na besteira de trocar meu GBA por um "presteicho", depois acabei ganhando um DS e vendendo meu GBA e outros jogos que tinha, e tudo o mais. Não foi fácil, mas o quê importa é que o problema foi resolvido - depois de longos 8 meses, muitos e-mails, sites, e ligações depois - e hoje estou de bem com a Big N.

“Estando bom para ambas as partes, Hunterpiro Espaço DS, aqui e agora...”


Abraço!

7 comentários:

Vince disse...

Uhauaha , que aventura Hunter xD. Mas ainde bem que tudo se resolveu, msm sendo após 8 meses =O

carol-jp disse...

Nossa^^
Antes tarde do que nunca né xD
Tem umas coisas que deixa a gente meio revoltado mesmo :/
Mas não é por isso que seremos rebeldes de sair se desfazendo das coisas só porque um caso não deu muito certo...

Hunterpiro disse...

Opa, pessoal!

Claro que não.. negócio é ir atrás de seus direitos. E hoje em dia tá mil vezes melhor, graças á Latamel.



Abraços!

Kishimatsu disse...

nossaa
mas ta certo msm
tem que correr atrás XD

Anônimo disse...

Affs! que sorte tua

faz mo tempao que eu to tentando fala com a nintendo mais n consigo pqp eu nao acho o email deles.

pow vc falo que mando pra eles entao me passa o email ae?

Hunterpiro disse...

Que pena que você não conseguiu anônimo...

Bom, eu tentei pela página do suporte da Nintendo, e mandei o e-mail em inglês:
http://www.nintendo.com/corp/contact.jsp

Aqui no Brasil também temos a Latamel, que é a representante oficial. Não tenho o e-mail agora, mas o telefone deles em São Paulo é o (11) 6847-4875.

Boa sorte, e qualquer coisa, tamos aí!

freefun0616 disse...

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